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Mostrando postagens de 2023

o que fica mesmo

O que fica é como nos tratamos, a maneira como olhamos pras nossas dificuldades, dores, tristezas, traumas. O que fica é a forma de como lidamos com o mais ruim que temos e sobretudo, com tudo de ruim que já passamos. Lembro da minha antiga psicóloga, Marcela querida, que sempre fazia eu acolher minhas debilidades segundo eu mesma. A tarefa era sempre me acolher. Foram mais de  Hoje, vejo a Sarah criança, adolescente e agora, anos de terapia e ela sempre ria no final, porque o final eu já sabia. Hoje enxergo a extrema importância, acima de QUALQUER COISA NESSA VIDA, de me acolher, nos tempos difíceis, nos tempos bons. Hoje vejo a Sarah adolescente como uma pequena guerreira, sempre avante, sempre de cabeça erguida... Já era ali uma mulher me formando com tudo que tenho, entregue a mim mesma e não medindo esforços pra ser a minha guerreira, a escritora da minha história. Não são mais zumbies, não são mais fantasmas. Eu tenho orgulho, carinho, amo, muito carinho por ela. A "adultez...

se não consegue se amar, ao menos se preserve

 não é que você foi insuficiente, você foi mais que suficiente. mas não é hora de se humilhar e servir de terreno baldio pra despejo de migalhas. é hora de se erguer, se reconstruir, se amar... esse tal amor próprio que pra você, em alguns momentos, é algo impossível de se elaborar. você olha pras suas raízes, pra sua história, pra tudo que você traçou até aqui e parece que absolutamente nada é tangível de elaboração pra esse tal amor.  mas uma coisa precisa ser feita, o primeiro passo precisa ser dado. e ele vem de dentro e também da força do seu pensamento e sobretudo da espiritualidade . não gaste tempo tentanto entender o que você fez ou deixou de fazer, você deu se melhor. mas, o outro ninguém muda, ninguém controla, o outro tem suas nuances, sua história e também suas dificuldades. se o outro foi realmente ruim e tóxico, aí o problema é dele, a vida lhe retribuirá, da justiça divina ninguém escapa. já você, seu coração é bom, você dorme e levanta com a consciência tranqu...

Antes de apocalípticas, que sejamos antes para nós.

pra todas nós. Fizeram a gente de fogueira, queimaram nossas ancestrais, nossas mães, avós, bisavós.  Por que? Porque tínhamos conhecimento, sabedoria que dinheiro nenhum no mundo poderia comprar. Nós somos imensas, colocamos medo no status quo. É por isso que hoje, muitas de nós colocamos os homens como maiores, como machos alfas, que desequilibramos tudo.  Nós somos maiores? Não sei. Mas que nos diminuíram ao ponto de chegarmos nos dias de hoje,  passarmos (sim, mesmo que vc não passe, nossa semelhante passa) por situações de extrema vulnerabilidade. Nosso psicológico está moldado pelo patriarcado, em que eles são o centro. Na casa, no trabalho, na cama, eles são e foram forjados para serem os maiores.  E nós fomos cada vez, a cada época da história, em tempo e espaço, sendo moldadas a nos sentirmos inferiores.  Mas nós não somos. Novamente, não sei se somos maiores. Não curto essa ideia contemporânea de que somos maiores, mas que se pra cada uma se sinta melh...

ó eu pagando de doida de novo

    A arte parece ser uma coisa intangível. Pra quem de uma cidade onde a Arte e Cultura não tem fomento a um bom tempo, aliás, desde pequena não tenho memória alguma envolvendo a minha relação com a cidade de Betim com a arte acessível. Exceto em eventos mais gerais e que fomentam a cultura do capitalismo devorando a arte, com todo respeito aos artistas que se tratam desses eventos. Nem tanto respeito assim, não os conheço. Mas respeito pela arte em si na sua nuance mais cru e bonita. A gente pensa que arte é coisa de elite, de gente elitizada, erudita, branca, europeia. Da burguesia.. Sabe aquelas coisas que a gente as vezes vai ao Palácio das Artes e não entende nada? Kkk Ou sei lá, qualquer coisa do tipo. Acho também que arte diz respeito da forma como fomos criados, algumas famílias cultivam mais, outras menos esse hábito né? Mas assim, me refiro aqui a arte no sentido que refleti sobre a vivencia no 3 acampamento estadual do Levante Popular da Juventude. A possibil...

Hoje eu levei uma rasteira

Hoje eu levei uma rasteira. Rasteira de mim mesma Rasteira da teoria Rasteira do preconceito Rasteira da História Rasteira das contradições que vivenciamos entre teoria e prática. A Universidade pública,  gratuita e de qualidade desenvolve um papel central não somente pelo fomento à Ciência, mas sobretudo seu papel social e vínculo a sociedade.  Hoje um turbilhão de sentimentos em frações de minutos, um filme me veio a mente de tudo que vivi dentro da militância e durante toda minha graduação. Aliás, de quase toda minha vida. Me atravessou no peito.  E dessa vez as minhas feridas de uma brasileira do Brasil, do Brasil Colônia, Brasil Império e Brasil República fizeram de mim uma algoz.  Não me culpo por isso. A autocrítica sempre terá morada na minha construção como ser e na tentativa de me tornar cada vez mais aliada dos meus. Eu queria chorar, chorar muito e abraçar ele. Dizer pra ele que eu não era sua inimiga e que eu também tenho as minhas feridas. Aquele espaço...

paradoxo jamais vivido

É carnaval   Uma data que é marcada por alegria, risos, festa! Muita festa! Muita alegria!   Pra mim essse ano o carnaval está um pouco diferente... to me sentindo tão só, desamparada, melancólica. Uma data que tanto amo tá diferente esse ano.   Acho que o que venho passando na vida está refletindo em todos esses sentimentos tão tristes... Não consigo sorrir tanto e tampouco estar feliz e vibrando alegria como em tantos anos atrás.   Nenhuma mensagem no whatsapp , nenhum carinho especial, somente silêncio.   Será esse silêncio que preciso entender? Eu comigo mesma? Ansiedade, expectativas, vontade de amar e ser amada. Não há um dia que eu não pense que possa haver algo de errado comigo.   Foram uns bons anos fazendo terapia, sessão atrás de sessão, dor atrás de dor, descoberta atrás de descoberta. Cresci, não posso negar. Mas existem traumas que insistem em aparecer me dizendo um alô e me convidando pra tomar um café com ovos, sal e pimenta do reino. Par...