o que fica mesmo
O que fica é como nos tratamos, a maneira como olhamos pras nossas dificuldades, dores, tristezas, traumas.
O que fica é a forma de como lidamos com o mais ruim que temos e sobretudo, com tudo de ruim que já passamos.
Lembro da minha antiga psicóloga, Marcela querida, que sempre fazia eu acolher minhas debilidades segundo eu mesma.
A tarefa era sempre me acolher. Foram mais de
Hoje, vejo a Sarah criança, adolescente e agora, anos de terapia e ela sempre ria no final, porque o final eu já sabia. Hoje enxergo a extrema importância, acima de QUALQUER COISA NESSA VIDA, de me acolher, nos tempos difíceis, nos tempos bons.
Hoje vejo a Sarah adolescente como uma pequena guerreira, sempre avante, sempre de cabeça erguida... Já era ali uma mulher me formando com tudo que tenho, entregue a mim mesma e não medindo esforços pra ser a minha guerreira, a escritora da minha história.
Não são mais zumbies, não são mais fantasmas.
Eu tenho orgulho, carinho, amo, muito carinho por ela.
A "adultez" me exige cada vez mais isso... Mas uma exigência que chega de mansinho, que chega com todo afeto do mundo.
Eu praticamente trabalho com crianças e o exercício de olhar pra elas e acolher elas, era o que Marcela sempre me colocava.
Hoje me sinto feliz e extremamente orgulhosa da minha história.
Muito está por vir... Os desafios de lidar com essa cabresta furiosa, enraivada, amorosa e afetuosa ainda há de me ensinar muito,.
Mas Sarinha, ou só Sarah, me ensinaram muito e sou extremamente grata por isso.
Tentem fazer isso por vocês também... é leve e doce, como minha mãe me disse pra tentar ser.
Um pouco mais doce comigo mesma.
Beijo e abraço apertado a quem lê.
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