Hoje eu levei uma rasteira

Hoje eu levei uma rasteira.

Rasteira de mim mesma

Rasteira da teoria

Rasteira do preconceito

Rasteira da História

Rasteira das contradições que vivenciamos entre teoria e prática.

A Universidade pública,  gratuita e de qualidade desenvolve um papel central não somente pelo fomento à Ciência, mas sobretudo seu papel social e vínculo a sociedade. 

Hoje um turbilhão de sentimentos em frações de minutos, um filme me veio a mente de tudo que vivi dentro da militância e durante toda minha graduação. Aliás, de quase toda minha vida. Me atravessou no peito. 

E dessa vez as minhas feridas de uma brasileira do Brasil, do Brasil Colônia, Brasil Império e Brasil República fizeram de mim uma algoz. 

Não me culpo por isso. A autocrítica sempre terá morada na minha construção como ser e na tentativa de me tornar cada vez mais aliada dos meus.

Eu queria chorar, chorar muito e abraçar ele. Dizer pra ele que eu não era sua inimiga e que eu também tenho as minhas feridas. Aquele espaço é seu, seu de direito, seu para brincar, conversar, aprender, ensinar e voar pra além dos muros. 

O que fica? 

Como traçar novos caminhos? Pontes de diálogo? Caminhos possíveis? Caminhos viáveis? Caminhos em que possamos nos comunicar de forma assertiva e expressar o que realmente sentimos?

Isso também diz respeito a Educação. 

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