olá!
talvez esse seja um texto totalmente desconectado, mas com alguns pensamentos deslocados que precisam tomar alguma forma para que eu consiga (ou ao menos tente) concluir algo e ficar um pouco mais sossegada.

Sexta feira, voltando pra casa, viajei grande, às vezes tenho a sensação que chega a me incomodar, que a vida não vai caber pra todos, o espaço é pequeno, os serviços são poucos, isso é só uma abstração, mas materialmente falando isso também pode ser melhor elaborado.
Isso me incomoda, bastante, tenho a sensação que tudo é encaixado, apertado, nivelado, aparado o tempo inteiro para que alguns de nós possamos usufruir, utilizar, ocupar, ir e vir de determinados locais e serviços. Isso me incomoda, me irrita de ver as pessoas se contentando com pouco, as pessoas merecem mais. Todos nós merecemos mais.

Outra coisa que me vem incomodando bastante, mas que também é só mais uma coisa solta, ainda não encontrou a outra ponta. É o fato de que as coisas tem se tornado superficiais demais, ah meu Deus, isso é tão difícil. Relações superficiais, momentos superficiais, e eu não culpo ninguém (cada um sabe da dor de ser), entendo que as pessoas andam com medo de serem quem são, de se abrirem, os diálogos tem ficados rasos, sem graça, mecânicos, não gosto de conversar com bordas, gosto de conversar com bordas e miolos, gosto de ir a fundo. Mas, isso tem se tornado cada vez mais difícil.
As pessoas tem pressa, parece que todos estão com pressa o tempo inteiro, parece que vida é um relógio, o dia a dia parece se tornar seco, "bom dia" ,"boa tarde", "até amanhã", finalmente chega o momento de descontração, e até nele as pessoas não estão lá, estão e não estão, já estão na segunda feira, não estou imune de nada disso, e isso que me doi, me deixa triste. Tudo tem se mecanizado, as relações estão no mesmo caminho, as redes sociais também tem interferido em nossas vidas, acredito eu.
Materialmente falando, o modo de produção que vivemos,  abocanhou da vida das pessoas, a minha também, ah, como isso doi.
É tanta angústia no peito, que não mal consigo escrever, não sei se me fiz entender, talvez não como realmente me sinto, melhor ir dormir, quem sabe alguma outra vez consigo transcrever melhor essa angústia. Acho que precisamos de mais vida na vida, mais consciência e entendimento que estamos todos e todas conectados e conectadas.
até algum dia, queridos e queridas.
um beijo e abraço carinhoso.


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