Olá, estranho!
ps: alerta textão
Tava aqui pensando com meus botões e algumas coisas andaram acontecendo e me ajudaram ainda mais em algumas reflexões importantes que eu acredito que qualquer ser humano que já desenvolveu ou está desenvolvendo ou irá desenvolver sua paz de espírito, deveria refletir.
Os padrões incomodam, blargh, parece clichê, banal, coisa que todo mundo já sabe, mas cada vez mais tenho a certeza que a vida (em paz) é feita dos clichês. Por exemplo:
"Tudo tem sua hora"
"Nada é por acaso"
"Aceita que doi menos"
"Às vezes é necessário ligar o fodas"
e por aí vai, são tantos, não é mesmo?
Se apropriar desses clichês acredito ser fundamental para darmos um importante passo na vida: viver bem consigo e com o outro. Embora acredito que o primeiro seja o mais burocrático. Sim, burocrático. E um elemento dessa burocracia de viver bem consigo, depende de mais um belo clichê conforme já dei spoiler:  "A sociedade é cheia de padrões".
Acredito que quando vamos nos mergulhando em nós mesmos (recomendo com ajuda de profissionais), seja por N motivos que a vida nos traz e que nós também vamos atrás em muitas vezes, mesmo que inconscientemente, nós vamos cada vez mais descobrindo não só a causa de nossos sofrimentos, mas também (graças a Jah) encontramos maneiras, ou até mesmo as inventamos, de amenizá-los, ou em alguns casos acabar com eles, mesmo que isso custe alto. Comigo não seria diferente, não irei detalhar meus sofrimentos por aqui, porque mesmo que seja um blog pouquíssimo acessado, prefiro me preservar. Talvez um dia aborde melhor, talvez possa servir de ajuda pra alguém, embora acredito que cada um tem seu tempo pra virar algumas chaves. Por enquanto, minha psicóloga, religião, militância, amigos, cachorra, exercício físico, doce, livros, trabalho, faculdade e viagens dão conta do recado.

Pois bem, sigo um humorista que amo de paixão no Instagram que se chama Carlinhos Maia e hoje ele fez um post dizendo publicamente que é gay e etc. Sigo também uma influenciadora que se chama Shantal Verdelho e ela é mamãe recente e tá cuidando do seu neném, dá algumas dicas e etc, Shantal optou por fazer o desfralde do Pippo (neném dela e do Matheus) já por agora(ele é recém nascido, só pra vcs entenderem onde quero chegar) , mas sem noia e sem caô. Sigo também uma influenciadora que se chama Alexandra Gurgel que fala (ela fala sobre outras coisas também) sobre o movimento body positive e sobre a aceitação do corpo gordo e como isso está ligado intimamente ao ato político. Sigo também várias , várias blogueiras que dão dicas de cabelos cacheados e crespos. Sigo algumas parlamentares negras que trazem a militância como forma de influenciar seguidores também.
Enfim, não vou dizer de todos e todas que sigo porque ia ficar meio massivo e desinteressante.

Mas vocês conseguiram observar a pluralidade de características das pessoas aqui? São muitas diferenças, nós somos muito diferentes uns dos outros, mas infelizmente vivemos (a famosa frase clichezona) em uma sociedade que poda, que padroniza, quer quer ao tempo todo unificar a pluralidade dos indivíduos. Olha, eu não sou nenhuma teórica nem estudante (embora eu ame) das Ciências Sociais, mas acho que isso está a olho nu, e se não está a olho nu, uma é porque talvez você seja bastante privilegiado (eu detesto essa palavra, não por causa do significado, mas porque ela vem se tornando banal, mas é o que temos para esse domingo abafado) e essas singularidades não surgem na sua vida, ou na de pessoas próximas (o que eu acho bem difícil, principalmente no segundo caso) ou outra, simplesmente porque você não se investiga por não ter vontade mesmo (e ta tudo bem também, ninguém é obrigado, mas isso não te da o direito de negar que elas existem). 
Cada ser humano nasce com uma genética X, com uma carga de outras vidas (pra quem acredita), com vontades próprias, com até mesmo missão de vida, enfim, isso vocês já sabem, mas é realmente importante bater nesta tecla sempre, pra que você desavisado, não saia por aí comparando sua vida com a da Beyoncé. 
Eu acredito que viemos aqui pra Terra pra sermos felizes - resumidamente, bem resumidamente -  (isso dá muito assunto também, mas o calor de hoje tá demais e eu tenho umas leituras pra acabar de fazer pra amanhã), então, meu povo, vamos ser felizes, da forma que nós queremos, da forma que somos, da forma que amamos uns aos outros, da forma como escolhemos desfraldar ou não nossos nenéns, na forma como nosso corpo é, na forma  como nosso cabelo é, na forma como acreditamos num novo modelo de sociedade e de economia.
Eu sei que não é fácil meu povo, se é uma coisa que sei é que não é fácil. Mas vai aos poucos mesmo, você merece ser feliz, afinal não é "de grão em grão que a galinha enche o papo?" (rs, ó aí, outra vez). Sim, as coisas vem mudando, por exemplo, isso aqui é tranquilo de eu falar, sempre tive um problema com meu cabelo desde adolescente, cabelo esquisito, fora do padrão, não sabia cuidar, mas aí, ó pra hoje "a diversidade de cabelo que vem aparecendo?" isso tava onde esse tempo todo? esse tanto de cabelo lindão por ai? TAVA TUDO SENDO PRESO E DOMADO pela ditadura do cabelo liso, pela cultura eurocêntrica de beleza QUE NÃO EXISTE. Isso é válido para muitas coisas, conforme já citei, as coisas se escondem, cintas, casamentos entre pessoas que não "dão certo" porque um deles, ou os dois são homossexuais, etc...
O padrão não existe meus amores (se existe, são para poucos que eu não estou inclusa, não sei você), ele só existe pra nos escravizar, porque quando você pensa que chegou lá (no tal padrão), seu psicológico tá arrebentado de fudido. 
Novamente, o preço a se pagar é alto, mas é melhor você pagar do que viver escondendo um relacionamento, seu cabelo, seu corpo, sei lá, só acho que vale muito mais a pena viver sua vida plenamente do que esperar que o mundo se adeque à você ou que você se adeque ao mundo. Somos jovens, não temos tempo a perder, não vamos esperar ficarmos velhinhos pra ver o quanto perdemos tempo. 

A métrica da vida nunca irá bater.
Se cuidem!
Não se esqueçam que viver é um ato político.
um beijo da Sarah.


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